Conquistas na História: Uma guerreira no MuayThai

Vamos conhecer a história de uma verdadeira campeã? Patrícia Neris atualmente é professora de MuayThai, organiza eventos, tem um projeto social em Porto Seguro/BA e já foi bicampeã brasileira da modalidade.

Patrícia contou para nós sua história através de algumas perguntas e abriu as portas da sua carreira e da sua paixão pelas artes marciais e nos contou com detalhes como tudo começou e como chegou até aqui.

O nosso bate-papo completo você confere a partir de agora, com a leitura de uma história pra lá de inspiradoras.

#01 Pergunta – Priscila: Antes de mais nada, queria saber como surgiu seu interesse pelo esporte e porque escolheu o MuayThai

Resposta – Patrícia: Minha experiência no esporte vem desde a infância. Sempre gostei de movimentar o corpo, correr, nadar, jogar futebol. Era, e ainda sou, muito competitiva (risos). Eu gostava de treinar com os garotos e de vencer.

E, quanto a ter escolhido o MuayThai, eu sempre digo que eu não escolhi o MuayThai, o MuayThai que me escolheu. Ao começar a praticar apaixonei de cara.

Patrícia e seu marido Jefferson Silva com cinturões de campeão

#02 Pergunta – Priscila: Que legal!!! E como você deixou de só treinar e decidiu começar a participar de competições?

Resposta – Patrícia: De início comecei praticar para fins estéticos. A evolução veio aos poucos e, depois de 8 meses de treino, meu treinador (Jefferson Silva) me fez a proposta de participar do Campeonato Brasileiro de Muaythai. Aceitei sem pensar duas vezes!

Para vencer uma competição, você precisa se dedicar aos treinos. Um atleta tem de dar duro, buscar o seu melhor, abrir mão de várias coisas, todos os dias. Graças a Deus, consegui sair Campeã Brasileira nesse evento.


#03 Pergunta – Priscila: Logo de cara campeã? Parabéns! E de quantos campeonatos você já participou mais ou menos? E qual foi a luta mais emocionante da sua carreira?

Resposta – Patrícia: Já participei de vários campeonatos regionais, sou Bicampeã Brasileira e Campeã Mineira de MuayThai (Open Fight).

Pra mim, todas foram especiais, mas a que mais me emocionou foi a última luta, no Brasileiro de 2016, por vários motivos. Primeiro por ser a última e também por ter tido a oportunidade lutar junto com meu treinador, no mesmo evento, e que é também meu marido, Jefferson silva, por tudo que passamos juntos, dedicação, sofrimento da dieta, treinos exaustivos, lesões (que não foram poucas) e, ao final, fomos sagrados campeões. Foi tudo muito especial para mim!

Patrícia abraçando seu marido, Jefferson, após ser campeã

#04 Pergunta – Priscila: E, depois, como vocês decidiram começar a organizar eventos?

Resposta – Patrícia: Em 2014 abrimos nossa Academia Própria, ainda em Eunápolis. Em seguida, organizamos o primeiro evento, que foi um sucesso. É não paramos mais. Depois disso, realizamos mais 4, todos com sucesso.

Depois migramos para Porto Seguro, onde damos seguimento aos eventos. Hoje realizamos dois eventos por ano e já estamos na 4º edição do Porto Seguro Fight, cada uma melhor que a outra.

Patrícia, Jefferson e um aluno

#05 Pergunta – Priscila: E como se planeja para os eventos que você organiza? Como é a sua rotina durante a semana do evento?

Resposta – Patrícia: Começamos os planejamentos com bastante antecedência, definindo o nome do evento, a data provável, o local adequado, público estimado, cards a serem fechados, lutas profissionais e arbitragem.

Os primeiros foram mais difíceis, mas com o tempo pegamos experiência. Hoje fica mais fácil, pois sabemos os caminhos a serem percorridos.

A semana do evento é bem corrida, pois vemos os detalhes que estão faltando, os últimos ajustes para nada sair errado e o evento ser mais um grande sucesso.

#06 Pergunta – Priscila: Vocês tem um projeto social em Porto Seguro, certo? Como que surgiu a ideia do projeto e como você acreditam que o MuayThai pode ajudar a esses meninos?

Resposta – Patrícia: Sim, temos dois projetos sociais, um em Eunápolis-BA e, agora, em Porto Seguro.

Sempre gostamos do social. Encontramos uma pessoa maravilhosa que apoia nosso ideia, o Dr. André Strogenski, que dá todo suporte necessário. O projeto tem como público-alvo as crianças e adolescentes de baixa renda e “situação de vulnerabilidade social”. Nossos objetivos específicos são o de oferecer práticas esportivas, inclusão social, ocupando o tempo ocioso desses jovens.

Independente da modalidade, a prática esportiva representa um caminho alternativo para jovens que crescem em áreas de exclusão atingidas pela violência e é uma das ferramentas mais importantes para afastar os jovens das más companhias, criminalidade, violência... Mas infelizmente os governos não dão a devida atenção.


#07 Pergunta – Priscila: E, para finalizar, qual a principal mensagem que você deixa para quem quer começar a se dedicar a algum esporte?

Resposta – Patrícia: Eu gosto muito da frase “O esporte tem a força de mudar o mundo.”, de Nelson Mandela.

Patrícia e Jefferson segurando uma placa com a logo da sua academia

E assim nós encerramos o nosso bate-papo com a Patrícia Neris, que foi bastante receptiva e nos contou com tantos detalhes a sua rotina de paixão com o esporte.

Histórias como essa nos mostram que é possível chegar muito mais longe que se imagina com persistência, dedicação e sendo apaixonado pelo que faz.

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