Conquistas na História: A mulher que transformou o esporte em uma ferramenta para fazer o bem

Nesse mês de julho vamos contar a história de uma mulher guerreira e muito apaixonada por esportes, que nos contou com detalhes como foi a sua trajetória de amor às corridas e ao ciclismo até os dias atuais.

Ádila Lopes Fortunato nos abriu as portas da sua vida e da sua carreira como esportista e organizadora de eventos e contou tudo que passou para chegar até onde chegou, organizando dois mega eventos todos os anos, que atraem centenas de corredores para competir.

Ádila em chegada em uma das corridas que participou
Ádila em chegada em uma das corridas que participou

Ádila é mãe, esposa, estudante, atleta, trabalhadora, organizadora de eventos... Prepare-se para uma história emocionante e cheia de altos e baixos. Vamos ver o que ela nos contou em um bate-papo bastante divertido e muito inspirador?

Priscila: Como surgiu seu interesse pelo esporte?

Ádila: Sempre gostei de esportes. Na infância e adolescência meu sonho era ser jogadora de futebol, jogava bola o dia todo (risos), andava muito de bike também. Depois que me casei dei uma parada das atividades físicas e cuidei da casa, do marido e dos filhos que vieram, além de ter começado a estudar e me formado em pedagogia.

Priscila: Quais esportes você pratica?

Ádila: Depois de 4 anos de casamento, meu esposo começou a correr, porém não tive muito interesse. Comecei a malhar na academia e, depois de 7 anos que ele havia começado a correr, aí comecei a caminhar e dar uma trotes por incentivo dele e desde então já corro há mais de 8 anos e digo foi a melhor coisa que já fiz na minha vida, começar a correr. Hoje faço corrida de rua e malho também. De vez em quando faço bike, mas meu esporte alvo é a corrida.


Priscila: Como surgiu o interesse por organizar alguns eventos?

Organizamos evento há mais de cinco anos... Surgiu com a ideia de ajudarmos uma criança de Campo Belo em seu tratamento de saúde. Organizamos a 1ª Corrida pela vida - Todos juntos pelo Gabriel, que foi um sucesso, muito além das nossas expectativas, mais de 170 atletas participando e toda a renda foi doada para o tratamento do Gabriel.

Daí por diante não paramos mais, realizamos dois grandes eventos por ano, a corrida pela vida em setembro/outubro e a Corrida em homenagem a mulher março/abril, além de vários treinões solidários para ajudar instituições de Varginha.

Priscila: Como é a sua rotina na semana do evento?

Na semana do evento é uma loucura. É buscar medalhas, arrumar caixas de som e microfones, terminar de organizar com a PM, Guarda municipal e ambulâncias os últimos detalhes, as inscrições de última hora, dentre outras inúmeras coisas. Não é fácil, mas é muito gratificante ao final do evento ver o rosto de cada atleta a alegria estampada por objetivo atingido e recebemos elogios pelo evento ser bem organizado, só Deus sabe o acontece por trás (risos).

Priscila: Como tem sido sua rotina com os esportes e a pandemia?

Sobre a da pandemia, fizemos o isolamento a medida do possível, treinando sozinhos, levando máscaras sempre que possível, visto que correr com máscara é quase impossível... Tento motivar o máximo possível nossos atletas para não entrarem em depressão e o desânimo bater e acabar parando de praticar atividades físicas.

Apesar das dificuldades em realizar nossas atividades, não podemos deixar a peteca cair e temos que continuar nos exercitando. Corro seis vezes na semana e descanso um dia, tento manter a cabeça ocupada com cursos e minha faculdade de educação física que estou na metade, além de cuidar dos filhos, marido e casa. Amo minha família!

Ádila correndo com máscara de proteção
Ádila correndo com máscara de proteção

Priscila: Qual foi a maior dificuldade que você já enfrentou em uma competição?

A maior dificuldade que enfrentamos nos eventos é a falta de patrocínio e apoio, além da dificuldade de divulgação para alcançar mais atletas para o evento. Mas a falta de recursos é o pior, pois com apoio e dinheiro teríamos mais possibilidades de oferecer kits melhores, medalhas melhores... Enfim, poderíamos oferecer um evento ainda melhor e maior do que já oferecemos.

Priscila: Qual mensagem você deixa para quem quer começar a praticar/competir em alguma modalidade?

A pessoa que deseja participar de competições e começar no esporte tem que procurar um médico e fazer exames para ver se está apta a atividades físicas. Depois, procurar um professor de educação física/ treinador de corrida, se essa for a modalidade que ele quer, para que o professor possa passar treinos adaptados a necessidade desse iniciante, e ser persistente, dedicado e motivado que tudo vai dar certo. Não ter pressa para melhorar rendimento. Tudo em seu tempo, não ultrapassar etapas e manter sempre a confiança em si.


... Que mulher!

Essa foi a história da Ádila, uma mulher incrivelmente apaixonada pelo universo dos esportes, guerreira e que está sempre ativa e disposta a fazer o bem ao próximo.

Para mais histórias incríveis como essa, continue seguindo a nossa série Conquistas na História aqui no blog.

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